16 de Fevereiro, 15h00
Vila Nova de Gaia, Bar Laranja no Pátio
Aprenda a fazer sabonetes onde o cheiro, a cor, a forma e até a função terapêutica do seu sabonete serão escolhidas por si.
Inscrição de pares/casais com 6 euros de desconto.
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INSCRIÇÕES: http://goo.gl/dRkvI
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Eu costumava ter um sonho...
Depois de responder às perguntas
para o meu outro blog (e da Neuza: http://bemore-thedreambuilders.blogspot.pt/), comecei a
pensar nos meus sonhos e objetivos. Tenho-me perguntado como vim aqui parar, a
este presente. E questiono se o futuro será melhor. Não tenho o direito de me
queixar, eu sei. Tenho perfeita noção da sorte que tenho. Mas antigamente eu
sonhava mais, planeava mais. Hoje, não me posso dar ao luxo de desenhar planos
a longo prazo. Planear uma viagem a uma capital europeia tornou-se numa missão impossível.
Pensar em ter casa própria e independência financeira é uma utopia. Nem sequer
posso dar me ao luxo de adoecer. Eu e muitos. Com 26 anos co tava já ter
atingido alguns patamares, mas que me agora não soa viáveis. O que aconteceu?
Os dias repartem-se entre emprego
e a casa. Cinema não sei o que isso é. Tomar café com os amigos também não. Os
tempos livres são dedicados à procura de um amanhã melhor. Tentar inovar,
divulgar os meus doces, inscrever-me em feiras de objetos usados. Partiram-me o
vidro retrovisor do carro e não consigo conserta-lo. Não digo isto para terem não
pena de mim. Digo isto porque é triste a realidade a que chegamos. E como já
disse antes, eu tenho sorte. Muita. E as pessoas que não têm a mesma sorte que eu?
Como sobrevivem?
Quem lê este blog e me conhece, sabe
que sofro por toda a gente. Mas quero falar-vos da Anocas, uma menina doa
escola da minha mãe, com um problema grave e raro, um glioma das vias óticas.
Este domingo a Associação de pais organizou mais uma iniciativa para ajudar a Anocas
e eu resolvi participar. Fiz uns chupas de chocolate e doei as receitas à Associação. A Anocas
entretanto apareceu. Como um raio de sol. Com 7 anos e um monstro que a
assombra, entrou e sorriu para toda a gente. Distribuiu abraços. É como a minha
mãe diz. É uma verdadeira caixinha de música, onde podemos receber alguma
alegria e energia para os dias seguintes. Se puderem ajudar, entrem em contacto
com a Associação de pais. Há inúmeras formas de contribuir.
Eu tenho um sonho, já dizia o Martin Luther King. O meu sonho é viver num mundo melhor...
Eu tenho um sonho, já dizia o Martin Luther King. O meu sonho é viver num mundo melhor...
Rita D.*
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Horta de varanda
Peguei nuns garrafões e cortei-os a meio. Fui buscar terra a um terreno, lá para o Minho e comprei as plantas numa loja especializada. Plantei alface, tomates, um belo girassol e algumas ervas aromáticas.
Uns tiveram sucesso, outros não. Como aprendemos com os erros, sei o que vou fazer da próxima vez. Vou trazer umas pedras para a terra não ficar ensopada e plantar alfaces, tomates. estas tiveram sucesso.
Fica aqui uma ideia para quem tiver uma varanda e quiser ter a sua mini horta.
Bolo de Chocolate 3
Bolo de chocolate com recheio de leite condensado cozido e cobertura de chocolate
Ideal para partilhar com a pessoa amada!
Working on a Dream
Bom dia,
A semana mal começou e já desejo que seja sexta-feira. Todos
os dias são uma verdadeira aventura. Nunca sei como vai terminar. Mas depois
sabe tão bem chegar a casa, vestir um fato de treino e enroscar-me no sofá.
Estou feliz. Hoje é dia 19. Para mim, isso significa muito. Obrigada
à N. que insistiu comigo um dia, para eu sair da minha zona de conforto.
Obrigada ao M. por caminhares ao meu lado, nestes dias difíceis. Sei que não
fácil de gerir, especialmente nos últimos tempos, mas tens aguentado firme e
isso é muito importante para mim. Adoro que me faças rir todos os dias. Adoro
ver-te tocar guitarra. Adoro mais coisas, mas isso fica entre nós.
Tenho tanto para fazer e não sei como. As horas não esticam,
os dias não crescem. Parar não é opção, nos dias que correm. Desistir muito
menos. “Porque não vais para fora?” muitos perguntam. Como já escrevi
anteriormente, quero ficar no meu país e ajuda-lo a erguer-se desta miséria em
que nos deixaram. É complicado, mas acredito muito no potencial de Portugal. Aquele
potencial que teimam estragar. Portugal é dos poucos países (se é que existe
mais algum) onde se consegue ir à praia de manhã e estar numa montanha com neve
na parte da tarde. Isto no Inverno. Consegue-se ver paisagens tão diferentes em
poucas horas. Mas não, preferem explorar temas como o golfe, que só tem
interesse para cerca de 2% dos turistas.
Muitas pessoas dizem que sou corajosa, que sou ativa e que
não baixo os braços. Eu bem tento. Multiplicar-me pelas diversas coisas com que
me comprometo. Estágios, bolos, workshops. Mas tem que chegar o dia em que também
recebo algum retorno por todos os sacrifícios que faço diariamente. Eu e toda a
gente, claro.
Abdico de algumas coisas diariamente, em prol de outras que
podem (ou não) ser algo mais no futuro. Mas esse futuro nunca mais chega. Estive
a fazer as contas, estou há mais de seis meses desempregada. Como (sobre)vivo? Com
muita ajuda e muita força de vontade para esticar todos os cêntimos até ao
final do mês. Tenho uma rede de segurança, a minha família, pela qual estou
extremamente agradecida. Mas nunca mais chega o dia de conseguir retribuir
todos os sacrifícios que fizeram por mim ao longo destes anos. Dezoito anos de
estudos e um semestre de Erasmus em Padova. Não sou burra, sei que abdicam de
muitas coisas que podiam fazer para dar aos filhos tudo aquilo que os faz
felizes. Não é justo. Não é justo puderem usufruir da sua vida.
Tenho saudades de uma ida ao cinema. Passear pelo Porto. Estar
com os amigos. Almoçar com a família. Passar uma tarde no sofá a beber chá e
comer castanhas. Viajar. Ler um livro. Tanta coisa. Pequenos detalhes. Tenho saudades
do dia em que tinha a possibilidade de comprar uma peça de roupa, cometer uma
pequena extravagância. Acredito que esse dia vai chegar.
As pessoas dizem que, desde que se tenha saúde, o resto não
tem tanta importância. Mas nem sei se isso tenho. Os exames estão todos
normais. Não há uma pequena ponta solta por onde se possa pegar e que explique
o que se passou. É bom sinal, eu sei. Não é nada de grave. Mas o que me garante
que não se volta a repetir? Não senti nada, não previ o que ia acontecer. Da
última vez, lembro-me de estar muito tonta. Desta vez não. Não posso viver
nesta insegurança nem deixar de fazer coisas que normalmente faço, porque esta
dúvida paira na minha cabeça. Não posso.
Vou dedicar-me a outras tarefas…
Rita D.*
sábado, 3 de novembro de 2012
Cores de Outono
Sinto-me como uma folha de uma árvore em pleno Outono. A mudar de cor a cada dia que passa e a vaguear ao sabor do vento. Dizem que, nós jovens, estamos mal habituados. Talvez isso seja verdade. Perante uma contrariedade, retraímo-nos e fechamos os olhos até a dor passar. Seja dor física ou psicológica, é sempre dor. Ou talvez os dias de hoje não nos trazem a estabilidade que nos permite ansiar tanto pelo amanhã. O amanhã parece demasiado negro. O mesmo se passa com as pessoas que têm emprego ou um contrato. Transformaram o nosso amanhã em estabilidade e isso assusta-me. Penso que assusta a todos.
Falo por mim. Vivo um dia de cada vez. Ou tento. Mas esta angústia diária de não ter segurança profissional e, consequentemente, económica e financeira, abala com os meus pilares. Depois há também aqueles dias em que sinto que sou formatada ou tenho que esquecer os meus valores, porque não me posso dar ao luxo de recusar uma oportunidade. Sinto-me culpada só de pensar em desistir. Quão justo é isto? Para mim e para os que me rodeiam. É discurso de menina mimada, que está habituada a ter tudo o que quer. Mas também é discurso de mulher que tem que desistir dos sonhos de menina e fica triste.
As pessoas, por vezes, dizem que não sou rapariga de baixar os braços, que sou uma rapariga activa. Infelizmente, até ao dia de hoje ainda não colhi os frutos dessa luta. Ser activa ou lutadora não paga as contas no final do mês.
Sou uma folha a mudar de cor todos os dias. Uma folha que procura uma forma de se encontrar. Só peço que não desistam de mim, nos dias em que a folha está mais escura. Que fiquem ao meu lado neste período, porque irei sempre ficar ao vosso lado, independentemente do que aconteça.
Rita D.*
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