quarta-feira, 16 de novembro de 2011

William Shakespeare

"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. 
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. 
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. 
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. 
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. 
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. 
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. 
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. 
Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!" 

"Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te." 

"Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor." 

"Chorar é diminuir a profundidade da dor." 

"Aceita o conselho dos outros, mas nunca desistas da tua própria opinião." 

"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém... 
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim... 
E ter paciência para que a vida faça o resto..." 

"Tarde demais o conheci, por fim; cedo demais, sem conhecê-lo, amei-o." 

"Ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa." 

"Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito." 

"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração." 

"Nossas dúvidas são traidoras, e nos fazem perder o bem que sempre poderíamos ganhar, por medo de tentar." 

"As palavras estão cheias de falsidade ou de arte; o olhar é a linguagem do coração." 

"Não te amo com os olhos que te percebem mil defeitos, mas com o coração que apesar do que vê adora se apaixonar!" 

"Se você se sente só, é porque ergueu muros em vez de pontes´´

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

No direction...

Olá!!
Gostava muito de vos trazer boas notícias, mas não posso, não as tenho ainda.
O que tenho comigo é aquela mesma sensação de vazio, de tristeza, que ocupa o lugar do meu coração há mais de dois meses.
Não quero deixar mais ninguém entrar na minha vida, porque tenho medo de me voltar a magoar. Sei perfeitamente que qualquer pessoa também me pode magoar, mas o coração é que manda. Não eu. A decisão está tomada. Eu tenho respeitar, mas não posso lutar nem um bocado? Por aquilo em que acredito, neste momento.
Sem ele, sinto-me à deriva. Tudo porque queria voltar atrás. Silly me! Mas porque raio é que eu não consigo sair daqui sozinha? Já me torno repetitiva, bem sei. A minha mãe disse-me hoje que sou forte, empreendedora e lutadora. Eu disse que essa era eu. Agora não sei quem sou nem o que quero para mim.
A partir daqui é sempre a subir, não é? O problema é que não sei para onde ir. Sentia que tinha tudo o que eu precisava e de repente tiraram-me o tapete e ainda puseram o dedo na ferida, várias vezes. É sempre mais fácil agredir alguém, quando esse alguém já está no chão. Eu agora não sei quem sou, sem ele ao meu lado e isso faz-me tanta confusão.
Um dia as lágrimas têm que esgotar, certo?

Rita Dinis

terça-feira, 1 de novembro de 2011

i'm an old clock

Tal como um relógio velho, sinto que estou parada num espaço de tempo do qual não consigo sair. 

sábado, 22 de outubro de 2011

E fez-se luz...

Não me posso nem devo queixar. Tenho um estágio profissional, pelo menos até Março e tenho saúde, apesar da quantidade diária de comprimidos que tomo. Mas pelo menos, é uma “doença” com solução.
Ontem saí da Casais a pensar nas palavras sábias do meu mister (eu agora faço de conta que jogo futebol). Ele disse que ir para o Porto é complicado para mim, porque me deixa ainda mais triste. Foi aí que me deu o click! Foi aí que eu percebi porque passo os fins-de-semana chateada com os meus pais, a tentar chamar a atenção do meu irmão e a dormir no sofá. Porque antes era feliz, ou pelo menos era assim que me sentia e agora não consigo voltar a sentir como antigamente sozinha. Eu sei que já devia de ter ultrapassado esta situação, blá, blá, blá. Mas NÃO CONSIGO!!! Paciência, não me pressionem. Deixem-me sofrer o que tenho para sofrer, amar o que tenho para amar. Eu se quiseres conversar, converso. Mas só quando tiver a certeza de que não me vou desiludir e com quem não me vai desiludir.
Ah, eu tenho um mister que é bem mais à frente que o Mourinho ou o Villas-Boas. Só ainda não descobriu que eu sou uma nabiça a jogar à bola.
Rita*

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Doações

O meu mundo está de pernas para o ar, por diversas razões que não são para aqui chamadas. Este post é para pedir a todos aqueles que leem o meu blog para ajudarem dois meninos de Cunha, Paredes de Coura. Eles vivem com a avó, têm cerca de 10 – 14 anos.
Eu já dei o pontapé de saída, literalmente. Comprei uma bola de futebol. Tudo o que quiserem dar, é bem-vindo. Jogos, livros, roupas. Aposto que eles vão gostar.
Obrigada!!
Rita*

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

L.G.

Fiquei sem o meu Lucho por tempo indeterminado, está lesionado e bem lesionado... E agora, o que vai ser de mim?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Baú de Textos 3 - Carta aberta

Estou ferida. Estou magoada. Estou ressentida. Estou desiludida. Estou triste. Estou apática. Contigo, comigo e com a vida. Contigo porque conseguiste ser ainda mais cruel do que aquilo que já tinhas sido. Não tens a maturidade para me dar as respostas, mesmo depois de me tratares como se não significasse nada para ti. Não tens a coragem sequer para falar comigo cara-a-cara, de me enfrentar. És um cobarde. Um fraco que não me consegue ver sofrer, mas que gosta de me fazer sofrer. Comigo, porque te deixei entrar. Nunca o devia ter feito. Já devia de saber, já devia de ter aprendido a não confiar. Com a vida, porque te empurrou até mim naquele dia, aproximou-nos e depois tirou-te de mim, sem o mínimo de consideração. Não sou capaz de te perdoar. Não agora.
Estava tão bem sem ti. Estava feliz, leve e serena. Pela primeira vez, em muito tempo, estava bem comigo mesma e com o que me rodeava. Porque é que resolveste estragar tudo? Que prazer doentio tiveste e tens em ver-me sofrer? Ah, tu não vês. Pois, estás longe, não te queres encontrar comigo. Bem mais simples esta saída. Podes achar que dizer essas “verdades” são melhor para me afastar de ti, mas não são. São o melhor caminho para eu não confiar nas pessoas, para andar ressentida com a vida. São o caminho indicado para eu nunca mais confiar em ti, nem sequer considerar a hipótese de ser tua amiga. Às vezes dou por mim a querer contar-te qualquer coisa, uma novidade, uma cusquice qualquer, mas não posso. Não posso dizer-te que estou triste. Não posso dizer-te como correu o meu dia. Não posso dizer-te a falta que me fazes. Não te posso contar as novidades. Porque não queres saber, não estás minimamente preocupado com isso e depois porque já não confio em ti.
Acabaste o namoro comigo sem motivos válidos, agora vejo mais claramente. Tu simplesmente desististe quando achaste que as coisas iam ficar mais complicadas. Fraco. Não me mereces. Definitivamente. Não mereces que alguém goste de ti como eu gosto de ti, porque as tuas inseguranças vão levar-te sempre a estragar tudo. Claro que não estás à minha altura, mas isso é porque tu não quiseste estar, com estas tuas atitudes imaturas, que só demonstram que tudo o que vivemos foi mentira. Não gostas de mim, nem sei se chegaste a gostar. Diz-me, era tudo para ver como seria namorar com uma rapariga mais velha?
Disseste que querias continuar a ser meu amigo, mas assim que me aproximei de ti, a tua reação foi afastar-me, violentamente. Não gostas de ser pressionado. Paciência!! A vida está cheia de coisas que não gostamos. Habitua-te. Disseste que ia ser a tua prioridade. Que me adoras. Que as coisas iam ser como antes, que íamos falar todas as noites. Mentiroso. Preferes esquecer e deixar-me sozinha, porque para ti é mais fácil, do que saber que estou triste. Tens o tempo todo para organizares a tua vida, como pediste. Estás à vontade. Perdeste, provavelmente, uma das melhores coisas que tinhas na vida. E tu sabes disso. Eu sei que sabes. Eu perdi o meu melhor amigo, sobretudo.
Sentia-me amada, querida por alguém, segura. Sentia que podia deixar-me cair de costas que tu me ias apanhar. Pela primeira vez na vida. Mas afinal era tudo uma grande mentira, não era? Confundiste os sentimentos, não foi? Ou sentiste-te tão arrebatado pela atenção de uma rapariga mais velha, que ficaste iludido? As coisas que me disseste não se confundem, sentem-se e ponto final. Mas para ti, agora, isto não passou tudo de uma bela amizade. Não teve qualquer significado para ti. Mais uma para a lista.
O erro talvez tenha sido começarmos a namorar demasiado rápido, mas foi a forma como as coisas evoluíram, com muita velocidade. Sei que foi prematuro e reconheço isso. Devíamos ter dado tempo ao tempo, mas aconteceu. Não temos uma segunda oportunidade, ambos a desperdiçamos, ambos a deitamos pela janela fora. Agora tenho que aprender com os meus erros, aceitá-los e seguir em frente.
Nós começamo-nos a afastar quando vim morar para Braga, porque não estava contigo à semana e, se calhar, não me perdoaste por isso. Por isso foi se tornando mais complicado para nós estarmos juntos, só ao fim-de-semana, mas tu tinhas que dividir a atenção com a minha família. Mas nunca abdiquei de nada para estar contigo, porque era contigo que eu queria estar, eras a minha prioridade. Queria ser a tua prioridade. E nunca te pedi para abdicares de nada por mim, antes pelo contrário, sempre te disse para fazeres as tuas coisas.
De acordo com Elisabeth Klüber-Ross, quando sofremos uma perda, passamos por cinco fases diferentes de dor. Começamos pela negação. A perda é tão impensável, que achamos que não pode ser verdade. Zangamo-nos com todos. Zangamo-nos connosco mesmos. E depois negociamos o que sentimos. Imploramos. Pedimos. Oferecemos tudo o que temos. Quando a negociação falha e é difícil continuarmos zangados, entramos em depressão. Em desespero. Até que aceitamos que fizemos tudo o que podíamos. E deixamos ir. Deixamos ir e passamos à aceitação. Eu ainda estou na fase da ira, de estar revoltada com tudo e com todos. Principalmente com todos, porque ninguém foi capaz de me alertar para o perigo que era estar contigo. Preferiram ver-me dar com a cabeça na parede com força. E agora quem apanha os cacos e cola tudo? Tu não és, já que não estás cá para ver os estragos que causaste, nem para ajudar a colar. Ao invés, até resolveste pisar mais um bocado nos estilhaços.
A dor pode ser algo que todos temos em comum, mas é diferente em cada um de nós. Não é apenas a morte que temos que chorar. É a vida! A perda! A mudança! E quando nos perguntamos porque tem de ser tão mau, porque tem de doer tanto, é quando percebemos que tudo pode mudar de repente. É assim que nos mantemos vivos. Quando dói tanto que não conseguimos respirar. É assim que sobrevivemos e continuamos. Hoje dói tanto que não dá para respirar nem comer. Como é que eu me deixei chegar até aqui? O pior disto tudo é que não tenho controlo nenhum sobre a dor ou a tristeza, aparece quando menos espero e quero, sem aviso prévio, e desarma-me por completo. Atira-me ao chão. Tento pensar em coisas boas que abstraiam o meu pensamento de ti e desta tristeza que sinto dentro de mim, por vezes é complicado. Tenho que me ocupar, cursos, voluntariado… Para não pensar em ti.
Às vezes quando penso que já a estou a ultrapassar, ela começa de novo. E de cada vez que começa... deixa-me de rastos... sem fôlego. Depois qualquer coisa, por mais insignificante que seja, é motivo de tristeza.
Agora o que realmente preciso é de voltar a encontrar aquele lugar, onde estava antes de te conhecer. Lá sim, era feliz. Os últimos três meses, aparentemente, foram uma espécie de realidade alternativa, de sentimentos confundidos. Quero ser aquela pessoa que sorri por nada, que está bem com tudo o que lhe surge na vida e abraça todas as oportunidades. Quero viajar. Quero conhecer pessoas novas. Quero aprender. Quero divertir-me. E acima de tudo quero esquecer-te, porque lembrar-me de ti, neste momento, não me trás boas recordações. O meu caminho é sem ti, não te quero. Admito que talvez te aceitasse de volta, mas agora já não. Não. Não depois da forma como me trataste estes dias. Eu é que sou a idiota, que, apesar de tudo, tentei aproximar-me de ti. Para dar no que deu. Eu nunca fiz nada para merecer que me tratasses como tu me trataste. Nunca!!
Quero que o tempo passe, para chegar o dia em que te consiga agradecer. Agradecer por teres estado presente na minha vida, pelas coisas boas que me trouxeste. Agradecer-te porque parte do que sou hoje devo-te a ti, mas acredita, é uma parte ínfima, microscópica. Agradecer-te também, porque saíste da minha vida, por me teres terminado o namoro. Agradecer-te ainda pelas coisas que aprendi contigo. Mas neste momento tudo o que consigo ver é mágoa. E tudo o que me apetece é tratar-te mal, como me trataste. Mas não tenho esse perfil. Tempo é o que eu preciso. Para voltar a ser eu, o que não vai acontecer enquanto pensar e gostar de ti. A medicação torna-me mais instável, é certo, e, talvez, 80% destas palavras sejam exageradas. Sejam fruto da discrepância da realidade que eles causam. Mas muitas delas são o que sinto.
Não te preocupes, não vais ler estas palavras tão cedo. Não mereces ler o que escrevo sobre ti. Não tens esse direito. Escrevo e guardo. É a minha forma de exteriorizar os meus sentimentos. Numa folha de papel.
Sou superior a tudo o que me fizeste. Queixo para cima. Encher o peito de ar e seguir em frente…


Rita Dinis, 14/09/2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Finding myself again!!

Hoje acordei com um pensamento… Pode ser estúpido, mas começa até a fazer sentido na minha cabeça. Lembrei-me da vez em que ele me disse que andava a treinar com a equipa de juniores feminina, isto já em Agosto. Fazendo as contas (para mim 2+2 ainda são quatro), isso quer dizer alguma coisa. Ou não? Ok, eu passo a explicar o que me ocorre neste momento. Penso que eles os dois já estariam a falar antes mesmo de acabarmos. É pena, um dia, quando ele se aperceber o que perdeu, já é tarde demais. Aliás, hoje já é tarde demais. O intercidades (não vou ser convencida ao ponto de referir o alfa pendular) já partiu, tem que se contentar com um regional ou até mesmo urbano… Quando tento recordar alguns dias do namoro, alguns já surgem meios difusos, meios enevoados. Isto é bom? Será que quer dizer que já me estou a libertar daquela sensação ridícula de carência ou saudade? Magoada já não estou. Até porque sinto que me fez um favor. Sinto-me algo irritada com aquela coisa de não saber o que foi verdade ou mentira na relação, por ele ter terminado como o fez e por já ter namorada (em menos de um mês). Só isso. Estou bem com o que tenho, apesar de notar que ando irritadiça com algumas pessoas, que me chateio mais facilmente com nada ou que, por vezes, o meu pensamento divaga até ele. Mas querem saber o que sinto, honestamente? Nada. Rien de rien. Niente. Nothing. Em relação a ele, obviamente.
Pronto, pronto, eu mudo de assunto, já dediquei demasiadas linhas a este tema. Até porque a beleza e a tranquilidade desta terra não merecem pensamentos mais tristes. Nem sequer merecia que o trouxesse até cá. Algum do seu encanto foi retirado ao meu pedaço de céu, foi quebrado.
Há dias em que me sinto sozinha, mesmo estando rodeada de pessoas. Fico ligeiramente desapontada com as pessoas que dizem ser minhas amigas e na hora de maior tristeza, nenhuma dessas pessoas esteve lá. Sei que não posso exigir que as pessoas abandonem as suas prioridades para irem até Braga ter comigo. Não somos todos iguais, não devia de ter as expectativas tão altas. Tenho que puxar a fasquia mais para baixo, é por isso que depois me desiludo. Nunca falhei com ninguém, especialmente quando precisavam de um ombro amigo. Por isso, há horas em que sinto que estou sozinha, talvez até abandonada por aqueles que dizem que se importam comigo. Mas depois, há aquelas pessoas, que, por nada, assim de repente, se lembram de nós. Mesmo naquele dia de maior tristeza. Há muitas. Mas queria referir o Tiago, que está longe. Ele nem sabe como me fez bem ler aquela mensagem, naquele dia específico (por falar nisso, já encontraste candidatos à altura??). Ou ler uma mensagem da Luísa. Ou um e-mail do Luca, que, de tão longe, me diz coisas animadoras, como: “não é necessário ficar assim por uma pessoa que não te merece“ ou “tu tem só que fazer as coisas que o teu coração vai sugerir e antes o depois tenho certeza que as coisas serão só boas pra ti”. Ou mesmo saber o que o meu blog é lido por todos vocês. Ou um abraço da Zezinha, uma conversa motivadora com o Batista (o Anónimo!!). Essas pessoas sim, valem a pena, não ele, nem ninguém que não teve a capacidade de me apoiar. Podia passar horas a enumerar toda a gente. Mas eles sabem quem sou. Espero eu. Segundo o meu amigo Tobé, eu dependo sempre de alguém. Família, amigos. Talvez seja verdade, mas também já vivi o suficiente para saber que aguento bem sozinha, sei daquilo que sou capaz. Aliás, nem me importava de morar aqui sozinha. Ou talvez, só precise dessa moleta quando não estou bem e preciso de alguma coisa onde me agarrar. De alguém que me faça ver a vida com outras cores, porque sozinha não o posso fazer. Não sei. Depende do dia, da disposição, da vontade de fazer coisas, da necessidade de transformar o dia num memorável.
Ontem fomos fazer uma caminhada, o Trilho Megalítico de Vascões… Pelo caminho apanhámos de tudo, castanhas, amoras, uvas, kiwis, marmelos e maças. Andamos durante três horas seguidas. Encontramos carneiros acabados de nascer, com apenas duas horas de vida. Tão lindos. Vimos cogumelos gigantes, daqueles que o Jamie Oliver gosta de ir apanhar para os bosques ingleses. Mais abaixo seguem algumas das fotos que tirei. Ao tempo que não caminhava por terras courenses e adoro a sensação que me trás. Paisagens como nunca vi. Pessoas amáveis e simpáticas, que nos oferecem coisas. Ar puro, cheiro a eucalipto, cheiro a pinheiro. Como amo estar cá. Seja Verão ou Inverno, não importa. O que importa é que aqui consigo sentir-me bem, mais leve. Longe dele e dos problemas da vida.
Também fomos comprar botas, sapatos e óculos de sol à Fly London!! Sim, sei onde fica a fábrica da Fly London. Sim, é em Paredes de Coura. E Sim, tem loja outlet. Não, não digo onde é!!!
Logo o Porto vai ganhar. O Benfica passou à frente, à sétima jornada, e eles já festejam como se fossem campeões nacionais. É sempre a mesma coisa. Não estão habituados a ganhar, ficam todos excitados com meia dúzia de vitórias. O Porto, por outro lado, habitou mal os seus adeptos. Agora só querem vitórias e cada tropeço no caminho, ficam desapontados, zangados até com a equipa e o seu treinador. Está bem que algumas das decisões do Vítor não são as mais felizes, mas temos que dar tempo ao tempo. Tempo para se adaptarem. Também não precisamos de ser somíticos e ganhar tudo, todos os anos. Deixam lá os outros ganharem uma vez ou outra. É da maneira que lá para baixo se tornam mais produtivos e pode ser que o país avance mais um bocado.
Para além do Workshop de Chocolate, também me vou inscrever num de Mixologia (vês o que andas a perder?). Alguém sabe o que isso é? Não? Vou aprender a fazer cocktails. Assim, quando estiver novamente desempregada posso sempre ir trabalhar para um bar ou uma discoteca. Há que sempre as coisas pelo lado positivo.
Tenho até dia 6 deste mês para me inscrever no curso de línguas. Estou mais inclinada para o Alemão. Até porque têm um curso de Alemão para engenheiros. Não me apetece nada fazer o A1 pela terceira vez, sempre pelo mesmo motivo (falta de oferta).
Ah, quero pedir desculpa à Inês por não ter conseguido ir ao jantar dela, de despedida. Prometo que te recompenso, antes do que estás à espera!!!
Acho que por agora é tudo… Volto dia 4, com um “Baú de Textos”! Espero que gostem, porque sei de alguém que não vai gostar. Vou mas é apanhar sol e ler.
Beijos e abraços,
Rita*