Pretty Little Liars...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
um mês depois
Passados mais de trinta dias, 8 kg já lá vão. É o que dar passar alguma gula... E andar estes dias todos, desde que começaram os Censos!
domingo, 3 de abril de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Consciência ecológica ... ou económica???
É muito bonito encher um telhado com painéis solares e painéis fotovoltaicos, digamos para aí uns 15. Quem vê pensa: "Ah, quem aqui mora preocupa-se com o ambiente!" Mas desenganem-se, meus amigos. Para que serve "mostrar" que se tem consciência ambiental, se no fundo, não se vê na prática. Deve trazer regalias económicas, tamanha monstruosidade no telhado. Porque depois vê-se os mesmos habitantes dessa casa a dirigirem-se para o contentor do lixo e depositarem materiais recicláveis. E isto, meus caros leitores, é prática corrente. Não são situações esporádicas. Fica aqui um pedido de uma amiga do nosso planeta: pensem mais no ambiente e não só naquilo que vos dá benefícios. Por um mundo sustentável!
segunda-feira, 21 de março de 2011
Ufa...
Devia de estar a trabalhar para os Censos, mas devido a circunstâncias superiores a mim, não posso. E que circunstancias são essas? É só o simples facto de não ter carro. Preciso de ir à Junta de Freguesia buscar mais questionários, mas não tenho como ir. Isto porque o benjamim lá de casa já tem carta de condução e precisou do Lucho para ir para as aulas. Ainda lhe chamava carro de menina. Sim, sim, é carro de menina, mas agora não queres outro. Por isso, aqui estou eu, cheia de frio, à espera de uma boleia. Já tenho o trabalho todo adiantado, só preciso mesmo de quatro rodas!
Em relação aos Censos em si. Pensei seriamente que ia ser bem mais fácil. Não me posso queixar muito, porque até tenho tido bastante sorte com as pessoas. Mas tem que se andar sempre de um lado para o outro, a tocar às campainhas e a preencher cabeçalhos de questionários sobre o olhar de pressão das pessoas. Fui eu que me inscrevi e por isso agora não me posso queixar. É um trabalho cansativo, espero que no fim recompense.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Sei muito bem que há muito muito, mas mesmo muito tempo que não escrevo nada, nem publico nada aqui no blog.
Pois bem, vou vos contar os desenvolvimentos mais recentes. O FCPorto ganhou 5-0 ao Benfica no Dragão, mas isso toda a gente sabe, viu e reviu. Entretanto também perdeu 0-2 com a mesma equipa, mas já sabia que o FCPorto não ia ganhar. Chama-se sexto sentido. Mas para que ninguém se esqueça: Oh lampião, levaste cinco no Dragão….
Parabéns ao Belluschi pela pequena Francesca.
Ainda há bem pouco tempo os jogadores de futebol eram todos mais velhos. Agora são todos mais novos. Mas o que é que se passa, que eu não percebo?? :P
Falando de coisas sérias, depois da Segurança Social e dos embrulhos de Natal, voltei à fase de não fazer nada. O que eu agradeci por uns dias, porque, convenhamos, Dezembro não foi nada fácil. Estava estourada, ao ponto de adormecer no sofá a ver filmes. O que não faço em circunstâncias normais. Mas gostei imenso desses dias, conheci pessoas muito simpáticas que ajudaram a passar as horas intermináveis e os clientes impacientes, sempre com um sorriso na cara. A eles, o meu obrigado mais sincero. Foi um prazer conhecê-los a todos.
Em Novembro fui a Itália, fiquei em casa do Bruno. Escrevi um texto no telemóvel que não acabei nem publiquei, por isso aqui vai esse esboço:
“A caminho de Bassano del Grappa... Já tanta coisa aconteceu na minha vida desde que escrevi a minha carta ao pai natal.carta,a qual a sua excelência ainda não se dignou a responder. Que falta de consideração. Desde o dia 8 de novembro que estou a fazer voluntariado na segurança social. O meu trabalho consiste em ajudar os beneficiários de abono de família e subsídio social de rendimento a preencher a prova de condição de recursos. É onde eles têm que dizer que outros rendimentos receberam para além da segurança social, como bolsas de estudo ou pensões. Há alturas em que o trabalho é gratificante. Outras alturas as pessoas conseguem ser mesmo rudes e até mesmo cruéis. Pelo menos tenho alguma coisa que me ocupa o tempo e me permite conhecer outras realidades. Entretanto ligaram-me para ir trabalhar na altura do natal, como operadora de embrulhos num hipermercado. E é perfeito, já que o horário é complementar com o da segurança social, logo não tenho que abdicar de nada. À noite vou fazer biscoitos de natal para oferecer e até, quem sabe, vender...
A caminho de Veneza! Sexta-feira de manhã apanhei o avião para Bolonha. E agora estou em Itália, mais uma vez. O problema é que cheguei à conclusão que Padova sem as pessoas, não é Padova que eu amo, mas isso não quer dizer que não gosto de voltar.quer dizer que a "minha" Padova é aquela que tinha a Luísa, a Marta, a Maria, o Tiago, o bruno, todos. E é dessa Padova que continuo a sentir falta.
Na sexta cheguei a Padova e estava a chover e eu esqueci-me do guarda-chuva em casa. Trenga. Fui a pé até à universidade buscar a chave de casa do bruno, também conhecida como casa do Tiago, e fui lá pousar a mochila. O voo correu sem problemas e até chegou 10 minutos mais cedo. O único problema, por assim dizer, foi que toda a gente levou malas de cabine e para o fim já não havia espaço para todas. O que vale é que eu fui das primeiras a chegar. Na sexta, depois de pousar a mochila fui até ao centro, sentir o ambiente. A árvore de natal já está no mesmo sítio, mas este ano parece mais franzina. No sábado já acenderam as luzes da árvore. Meninas, abriu a H&M ao pé do Pam. Tem três pisos e é grande! No nosso tempo não havia nada disso. (acabei de passar pelo Le Queen) na sexta à noite fomos a uma festa numa residência, mas é tão estranho, porque todas as caras me são desconhecidas. e o meu italiano está muito enferrujado.
Na segurança social... No sábado fiquei com o Bruno por Padova. Almoçamos no Brek e passeamos. À noite fomos ver um filme a casa do Federico e jantamos por lá. Uma delícia, devo acrescentar. Depois disso, sfizio! No domingo acordei cedo, para ir até ao Pratto e passear mais um bocado antes de ir para Bassano. Adorei Bassano. É muito bonito e tem aquele ambiente de aldeia de montanha, com o vento gelado a soprar. Quando cheguei a casa, adormeci no sofá a ler amor em tempos de cólera, à espera do bruno. Na segunda-feira, fui a Veneza. Oh, que cidade mais linda. Aquelas cores, aquelas ruas, os canais, o ambiente...que falta me faz Veneza. Comprei umas prendas, sentei-me na Piazza de San Marco a ver as gondolas. Mas fui a correr para padova,para ir ter com o Luca.”
E depois é tudo uma memória meia enevoada… Estou a brincar. Passeia terça-feira com a Francisca e a Joana, andamos a passear e eu fiz umas compras de Natal. Como eu adoro o Natal. É a minha festividade preferida. E foi esse o meu último dia em Padova.
Em Janeiro fui a Lisboa a uma entrevista na EDP. Não me interessa se fiquei ou não, porque naquele dia ganhei algo que nunca ninguém me pode tirar. Para além de ter ido com o meu primo, que me fez companhia (obrigada, David), estive com o Tiago, a Marta e a Joana e valeu por muito. Pena é que a Maria e a Gi não estivessem lá. Nem a luz do meu Erasmus. Zi, no outro dia encontrei o teu comentário ao blog.
Sei perfeitamente que, se não fosses tu, naqueles dois últimos dois meses, eu tinha perdido completamente o juízo. Sem ti, não tinha sobrevivido sã nesse período. Tenho imensas saudades tuas, agora com este oceano gigante no meio. Volta rápido.
Este mês vou começar a “trabalhar” como recenseadora dos Censos. Já tive uma pequena formação, onde nos ensinaram tudo o que há para saber. Gostaria de dizer que agora tenho muito mais respeito pelos recenseadores. Não é um trabalho simples e basta uma pequena distração para tudo correr mal. Por isso, peço-vos para ajudarem os recenseadores e quem tiver acesso à net, pode responder on-line, o que simplifica muito a vida a quem está a fazer este trabalho. Vamos ver como corre este pequeno desafio.
Entretanto, em Janeiro comecei a frequentar a pós-graduação em Turismo e Gestão Hoteleira. Mas porquê, perguntam vocês? Quando acabei o 12º ano, o meu sonho era Oceanografia, mas fui bem aconselhada, já que este curso é muito específico e a probabilidade de arranjar emprego depois era baixa. Por isso, escolhi Engenharia do Ambiente, para depois me especializar. Mas como todos vocês sabem, a vida dá imensas voltas, e dei por mim a interessar-me e gostar de ler aqueles guias de viagem, super grossos, cheios de informações sobre museus, quadros, pontes, monumentos, e comecei a reparar em pequenos detalhes que antes não reparava. Por isso, andei a ver licenciaturas em Turismo, mas surgiu esta oportunidade, por isso agarrei-a. E não estou nada arrependida. Estou a adorar o curso, acho bastante interessante e, lá está, conheci pessoas novas. No fundo, tudo se resume às pessoas. O resto há-de vir. E se não vier, as pessoas, aquelas que amamos e nos amam, estão lá para amortecer a queda.
Acho que por agora é tudo. Até porque tenho para onde ir.
Love you all. Miss you all.
Rita*
Pois bem, vou vos contar os desenvolvimentos mais recentes. O FCPorto ganhou 5-0 ao Benfica no Dragão, mas isso toda a gente sabe, viu e reviu. Entretanto também perdeu 0-2 com a mesma equipa, mas já sabia que o FCPorto não ia ganhar. Chama-se sexto sentido. Mas para que ninguém se esqueça: Oh lampião, levaste cinco no Dragão….
Parabéns ao Belluschi pela pequena Francesca.
Ainda há bem pouco tempo os jogadores de futebol eram todos mais velhos. Agora são todos mais novos. Mas o que é que se passa, que eu não percebo?? :P
Falando de coisas sérias, depois da Segurança Social e dos embrulhos de Natal, voltei à fase de não fazer nada. O que eu agradeci por uns dias, porque, convenhamos, Dezembro não foi nada fácil. Estava estourada, ao ponto de adormecer no sofá a ver filmes. O que não faço em circunstâncias normais. Mas gostei imenso desses dias, conheci pessoas muito simpáticas que ajudaram a passar as horas intermináveis e os clientes impacientes, sempre com um sorriso na cara. A eles, o meu obrigado mais sincero. Foi um prazer conhecê-los a todos.
Em Novembro fui a Itália, fiquei em casa do Bruno. Escrevi um texto no telemóvel que não acabei nem publiquei, por isso aqui vai esse esboço:
“A caminho de Bassano del Grappa... Já tanta coisa aconteceu na minha vida desde que escrevi a minha carta ao pai natal.carta,a qual a sua excelência ainda não se dignou a responder. Que falta de consideração. Desde o dia 8 de novembro que estou a fazer voluntariado na segurança social. O meu trabalho consiste em ajudar os beneficiários de abono de família e subsídio social de rendimento a preencher a prova de condição de recursos. É onde eles têm que dizer que outros rendimentos receberam para além da segurança social, como bolsas de estudo ou pensões. Há alturas em que o trabalho é gratificante. Outras alturas as pessoas conseguem ser mesmo rudes e até mesmo cruéis. Pelo menos tenho alguma coisa que me ocupa o tempo e me permite conhecer outras realidades. Entretanto ligaram-me para ir trabalhar na altura do natal, como operadora de embrulhos num hipermercado. E é perfeito, já que o horário é complementar com o da segurança social, logo não tenho que abdicar de nada. À noite vou fazer biscoitos de natal para oferecer e até, quem sabe, vender...
A caminho de Veneza! Sexta-feira de manhã apanhei o avião para Bolonha. E agora estou em Itália, mais uma vez. O problema é que cheguei à conclusão que Padova sem as pessoas, não é Padova que eu amo, mas isso não quer dizer que não gosto de voltar.quer dizer que a "minha" Padova é aquela que tinha a Luísa, a Marta, a Maria, o Tiago, o bruno, todos. E é dessa Padova que continuo a sentir falta.
Na sexta cheguei a Padova e estava a chover e eu esqueci-me do guarda-chuva em casa. Trenga. Fui a pé até à universidade buscar a chave de casa do bruno, também conhecida como casa do Tiago, e fui lá pousar a mochila. O voo correu sem problemas e até chegou 10 minutos mais cedo. O único problema, por assim dizer, foi que toda a gente levou malas de cabine e para o fim já não havia espaço para todas. O que vale é que eu fui das primeiras a chegar. Na sexta, depois de pousar a mochila fui até ao centro, sentir o ambiente. A árvore de natal já está no mesmo sítio, mas este ano parece mais franzina. No sábado já acenderam as luzes da árvore. Meninas, abriu a H&M ao pé do Pam. Tem três pisos e é grande! No nosso tempo não havia nada disso. (acabei de passar pelo Le Queen) na sexta à noite fomos a uma festa numa residência, mas é tão estranho, porque todas as caras me são desconhecidas. e o meu italiano está muito enferrujado.
Na segurança social... No sábado fiquei com o Bruno por Padova. Almoçamos no Brek e passeamos. À noite fomos ver um filme a casa do Federico e jantamos por lá. Uma delícia, devo acrescentar. Depois disso, sfizio! No domingo acordei cedo, para ir até ao Pratto e passear mais um bocado antes de ir para Bassano. Adorei Bassano. É muito bonito e tem aquele ambiente de aldeia de montanha, com o vento gelado a soprar. Quando cheguei a casa, adormeci no sofá a ler amor em tempos de cólera, à espera do bruno. Na segunda-feira, fui a Veneza. Oh, que cidade mais linda. Aquelas cores, aquelas ruas, os canais, o ambiente...que falta me faz Veneza. Comprei umas prendas, sentei-me na Piazza de San Marco a ver as gondolas. Mas fui a correr para padova,para ir ter com o Luca.”
E depois é tudo uma memória meia enevoada… Estou a brincar. Passeia terça-feira com a Francisca e a Joana, andamos a passear e eu fiz umas compras de Natal. Como eu adoro o Natal. É a minha festividade preferida. E foi esse o meu último dia em Padova.
Em Janeiro fui a Lisboa a uma entrevista na EDP. Não me interessa se fiquei ou não, porque naquele dia ganhei algo que nunca ninguém me pode tirar. Para além de ter ido com o meu primo, que me fez companhia (obrigada, David), estive com o Tiago, a Marta e a Joana e valeu por muito. Pena é que a Maria e a Gi não estivessem lá. Nem a luz do meu Erasmus. Zi, no outro dia encontrei o teu comentário ao blog.
Sei perfeitamente que, se não fosses tu, naqueles dois últimos dois meses, eu tinha perdido completamente o juízo. Sem ti, não tinha sobrevivido sã nesse período. Tenho imensas saudades tuas, agora com este oceano gigante no meio. Volta rápido.
Este mês vou começar a “trabalhar” como recenseadora dos Censos. Já tive uma pequena formação, onde nos ensinaram tudo o que há para saber. Gostaria de dizer que agora tenho muito mais respeito pelos recenseadores. Não é um trabalho simples e basta uma pequena distração para tudo correr mal. Por isso, peço-vos para ajudarem os recenseadores e quem tiver acesso à net, pode responder on-line, o que simplifica muito a vida a quem está a fazer este trabalho. Vamos ver como corre este pequeno desafio.
Entretanto, em Janeiro comecei a frequentar a pós-graduação em Turismo e Gestão Hoteleira. Mas porquê, perguntam vocês? Quando acabei o 12º ano, o meu sonho era Oceanografia, mas fui bem aconselhada, já que este curso é muito específico e a probabilidade de arranjar emprego depois era baixa. Por isso, escolhi Engenharia do Ambiente, para depois me especializar. Mas como todos vocês sabem, a vida dá imensas voltas, e dei por mim a interessar-me e gostar de ler aqueles guias de viagem, super grossos, cheios de informações sobre museus, quadros, pontes, monumentos, e comecei a reparar em pequenos detalhes que antes não reparava. Por isso, andei a ver licenciaturas em Turismo, mas surgiu esta oportunidade, por isso agarrei-a. E não estou nada arrependida. Estou a adorar o curso, acho bastante interessante e, lá está, conheci pessoas novas. No fundo, tudo se resume às pessoas. O resto há-de vir. E se não vier, as pessoas, aquelas que amamos e nos amam, estão lá para amortecer a queda.
Acho que por agora é tudo. Até porque tenho para onde ir.
Love you all. Miss you all.
Rita*
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Carta ao Pai Natal
Querido Pai Natal,
Como já deves ter visto na tua bola de cristal, este ano portei-me muito bem e comi a sopa toda. Por isso quero pedir-te a minha prenda de Natal. Eu quero um bilhete para ir o concerto dos Bon Jovi em Lisboa, para o ano. Pode ser? Prometo que te deixo um copinho de leite (com mel, deves vir rouco) e bolachinhas integrais, para manteres a linha.
Feliz Natal!!
Rita
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Baú de Textos 2
“Gosto de ti”. Porque é tão simples escrever estas três palavras numa folha de papel, mas tão difícil dizê-las a ti. A ti, que és aquele a quem eu quero dizer. Não me sinto melhor, só porque as escrevi. Sinto-me melhor, porque nesta folha, consigo exteriorizar tudo aquilo que penso. E apenas penso em ti. Com todas as minhas forças. Sei que toda a minha energia útil está a ser mal empregue, porque não me vês mais do que uma simples amiga. Ou então, nem tanto. Não sei… Quero deixar de pensar tanto em ti. Quero deixar de pensar em ti. Consomes-me. Quero esquecer o teu sorriso. Deixa-me louca. Quero, quero, quero… Tanto te quero fora da minha vida, como te quero que estejas aqui. Quero deixar de me questionar onde estarás. Quero deixar de ficar com medo que estejas com alguém. Quero deixar-te para trás, para seguir em frente com a minha vida.
Juro que não percebo. Enquanto que há dias em que acho que talvez tenha uma hipótese, há dias em que tenho a certeza absoluta que não. Mulheres apaixonadas vêm sempre as coisas como elas querem ver e não como elas são realmente. És só um bom amigo, uma boa pessoa. És apenas um colega de curso. Com que me dou bem. Incrivelmente bem. Demasiadamente bem. Adoro estudar contigo. Trocar bocas, que não têm nada a ver. Adoro quando amuas. Adoro quando amuo e tu vens atrás de mim, sempre sem dar o braço a torcer. Gosto que não sejas cavalheiro, por que isso, em ti, tem charme. Adoro a maneira como sorris para mim ou me passas a mão pelo cabelo. Detesto o facto de as nossas conversas quase nunca serem sérias. Detesto-te tanto quanto gosto e preciso de ti. Mas não tenho coragem para o dizer alto.
Será que é mesmo tudo fruto da minha imaginação? Quando viemos juntos da Queima, até houve um momento em que viemos de mãos dadas. Ou quando lá chegaste e convidaste-me para dançar. Esta sexta-feira, foi tão perfeita! Nós os dois, só nós os dois. Foi tão bom. Mas depois, encontramos pessoal do curso e parece que deixei de existir para ti, até ficarmos novamente sozinhos. E na quinta-feira, no teste de Física? Ali os dois, a fazer o teste, a trocar ideias e conceitos que não tinham nada a ver. E tu tocaste-me. É uma coisa que me faz alguma confusão, passámos a vida a tocar um no outro. Seja por que razão for. Mas só quando mais ninguém está por perto. Se não, é como não existisse. Quem me dera existir para ti, da mesma forma que tu existes para mim. Ai, o que é que eu estou para aqui a dizer? É mesmo tudo da minha imaginação. Nós os dois! Como eu fico chateada comigo mesma! E irritada. Por andar sempre a ver coisas onde elas não existem. Gostava de saber porque não consigo… Se fico em casa, as oportunidades não aparecem. Se saio com os amigos, elas também continuam a não aparecer. Que faço? Só trabalhos, mais trabalhos. Só testes e mais testes. Vêm aí os exames e não vejo como as coisas possam melhorar. Estou sem tempo. O tempo está a esgotar-se. Como ele voa. Nunca pára.
Deve ser karma. Só pode ser karma. Signifique isso o que significar. Só posso ter sido uma má pessoa noutra vida. Mesmo má… Ou então, nesta vida, é que sou má. E os meus padrões estão completamente descontextualizados. Ou então, não sei. Esgotaram-se as minhas hipóteses, as minhas ideias. Não sou inteligente, nem esperta, nem gira, nem magra. Se não como se pode explicar a minha vida, cheia de fracassos? Como? Eu não consigo. Tento ser feliz, mas está cada dia mais complicado. Para além de os dias de sol estarem completamente reduzidos, o que me tira alguma energia, não vejo qualquer mudança positiva na minha vida. Não tenho tempo para fazer aquilo que gosto. Não tenho paciência para ir às aulas. Tenho os exames todos sobrepostos e com tantos trabalhos, não sei quando é que vou estudar. Ainda por cima, quando tento estudar alguma coisa, percebo ainda menos da matéria. Se é que isso é possível. Ainda não referi os ensaios. São uma coisa boa, mas também ocupam algum tempo. O mês de Junho vai ser de loucos. Exames todos seguidos ou sobrepostos. Ensaios e espectáculo. Il Divo. Trabalhos para entregar até ao final da semana. Onde está o descanso? Os tempos-livres? O estar com as pessoas? Só queria um bocado de sossego. Paz. Sei que daqui a pouco vou deixar de te ver todos os dias. Mas não faz mal. Quem é que eu quero enganar? Claro que faz! E não vou ter nenhuma desculpa para estar contigo. Tu vais para fora com os teus amigos, eu vou para fora com os meus pais. Não é que a gente tenha alguma coisa, mas não faz mal sonhar. Desde que não me magoe. Quem é que eu quero enganar? Faça o que fizer, magoo-me sempre. E ainda por cima, a mim própria, o que é um bocado masoquista. Detesto-me por ser assim. Penso demais nas coisas. O que não deveria ser uma coisa má, mas que me torna menos boa para comigo mesma.
Voltei a alguma estaca. Não foi à estaca zero. Disso tenho a certeza. São mais os dias bons que os dias maus. Supero muito melhor os dias maus. Se bem que ultimamente isso tem sido difícil, visto estar a aperceber-me da minha mísera existência. Não avanço na faculdade, antes pelo contrário. Cada vez me questiono mais o que estou lá a fazer. Quando sair de lá o que vou fazer? Para onde vou? Sozinha? Tenho medo. Estou assustada. Estou a entrar novamente em paranóia. Tudo isto porque descobri os meus sentimentos por ti e fizeste-me questionar novamente a vida, quando eu já estava conformada com o meu destino. Não posso continuar a viver assim. Quero voltar para trás. Até aos maravilhosos dias em Monastir. Aí, sim. Tudo corria naturalmente. Sem pressas. Fui feliz lá. Mesmo feliz. Talvez não fosse por causa dos animadores e a liberdade associada ao facto de não ter que dormir com o meu irmão. Mas sim porque te tinha a ti, Mi. E tu estavas lá, comigo. Para me ajudar a pensar. Para me ajudar a ser eu. Tu eras o meu porto de abrigo. E ontem não estavas em casa. Eu liguei. O teu pai atendeu. Disse que foste para os Açores ter com o teu irmão. Quero tanto estar contigo. Preciso tanto de estar contigo. Preciso tanto das minhas borboletas. Preciso tanto de me encontrar. Preciso de mim, novamente. E não vou voltar a ser eu, enquanto pensar e gostar de ti. É contra a minha natureza. É contra a minha liberdade. Somo diferentes. Somos opostos. A culpa é toda tua. Tu é que me seduziste e me trouxeste para este enigma. Preciso de respirar. Quero voltar a voar com as minhas borboletas. Falta tempo. Falta o sol. Faltam as flores.
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