É muito bonito encher um telhado com painéis solares e painéis fotovoltaicos, digamos para aí uns 15. Quem vê pensa: "Ah, quem aqui mora preocupa-se com o ambiente!" Mas desenganem-se, meus amigos. Para que serve "mostrar" que se tem consciência ambiental, se no fundo, não se vê na prática. Deve trazer regalias económicas, tamanha monstruosidade no telhado. Porque depois vê-se os mesmos habitantes dessa casa a dirigirem-se para o contentor do lixo e depositarem materiais recicláveis. E isto, meus caros leitores, é prática corrente. Não são situações esporádicas. Fica aqui um pedido de uma amiga do nosso planeta: pensem mais no ambiente e não só naquilo que vos dá benefícios. Por um mundo sustentável!
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Ufa...
Devia de estar a trabalhar para os Censos, mas devido a circunstâncias superiores a mim, não posso. E que circunstancias são essas? É só o simples facto de não ter carro. Preciso de ir à Junta de Freguesia buscar mais questionários, mas não tenho como ir. Isto porque o benjamim lá de casa já tem carta de condução e precisou do Lucho para ir para as aulas. Ainda lhe chamava carro de menina. Sim, sim, é carro de menina, mas agora não queres outro. Por isso, aqui estou eu, cheia de frio, à espera de uma boleia. Já tenho o trabalho todo adiantado, só preciso mesmo de quatro rodas!
Em relação aos Censos em si. Pensei seriamente que ia ser bem mais fácil. Não me posso queixar muito, porque até tenho tido bastante sorte com as pessoas. Mas tem que se andar sempre de um lado para o outro, a tocar às campainhas e a preencher cabeçalhos de questionários sobre o olhar de pressão das pessoas. Fui eu que me inscrevi e por isso agora não me posso queixar. É um trabalho cansativo, espero que no fim recompense.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Sei muito bem que há muito muito, mas mesmo muito tempo que não escrevo nada, nem publico nada aqui no blog.
Pois bem, vou vos contar os desenvolvimentos mais recentes. O FCPorto ganhou 5-0 ao Benfica no Dragão, mas isso toda a gente sabe, viu e reviu. Entretanto também perdeu 0-2 com a mesma equipa, mas já sabia que o FCPorto não ia ganhar. Chama-se sexto sentido. Mas para que ninguém se esqueça: Oh lampião, levaste cinco no Dragão….
Parabéns ao Belluschi pela pequena Francesca.
Ainda há bem pouco tempo os jogadores de futebol eram todos mais velhos. Agora são todos mais novos. Mas o que é que se passa, que eu não percebo?? :P
Falando de coisas sérias, depois da Segurança Social e dos embrulhos de Natal, voltei à fase de não fazer nada. O que eu agradeci por uns dias, porque, convenhamos, Dezembro não foi nada fácil. Estava estourada, ao ponto de adormecer no sofá a ver filmes. O que não faço em circunstâncias normais. Mas gostei imenso desses dias, conheci pessoas muito simpáticas que ajudaram a passar as horas intermináveis e os clientes impacientes, sempre com um sorriso na cara. A eles, o meu obrigado mais sincero. Foi um prazer conhecê-los a todos.
Em Novembro fui a Itália, fiquei em casa do Bruno. Escrevi um texto no telemóvel que não acabei nem publiquei, por isso aqui vai esse esboço:
“A caminho de Bassano del Grappa... Já tanta coisa aconteceu na minha vida desde que escrevi a minha carta ao pai natal.carta,a qual a sua excelência ainda não se dignou a responder. Que falta de consideração. Desde o dia 8 de novembro que estou a fazer voluntariado na segurança social. O meu trabalho consiste em ajudar os beneficiários de abono de família e subsídio social de rendimento a preencher a prova de condição de recursos. É onde eles têm que dizer que outros rendimentos receberam para além da segurança social, como bolsas de estudo ou pensões. Há alturas em que o trabalho é gratificante. Outras alturas as pessoas conseguem ser mesmo rudes e até mesmo cruéis. Pelo menos tenho alguma coisa que me ocupa o tempo e me permite conhecer outras realidades. Entretanto ligaram-me para ir trabalhar na altura do natal, como operadora de embrulhos num hipermercado. E é perfeito, já que o horário é complementar com o da segurança social, logo não tenho que abdicar de nada. À noite vou fazer biscoitos de natal para oferecer e até, quem sabe, vender...
A caminho de Veneza! Sexta-feira de manhã apanhei o avião para Bolonha. E agora estou em Itália, mais uma vez. O problema é que cheguei à conclusão que Padova sem as pessoas, não é Padova que eu amo, mas isso não quer dizer que não gosto de voltar.quer dizer que a "minha" Padova é aquela que tinha a Luísa, a Marta, a Maria, o Tiago, o bruno, todos. E é dessa Padova que continuo a sentir falta.
Na sexta cheguei a Padova e estava a chover e eu esqueci-me do guarda-chuva em casa. Trenga. Fui a pé até à universidade buscar a chave de casa do bruno, também conhecida como casa do Tiago, e fui lá pousar a mochila. O voo correu sem problemas e até chegou 10 minutos mais cedo. O único problema, por assim dizer, foi que toda a gente levou malas de cabine e para o fim já não havia espaço para todas. O que vale é que eu fui das primeiras a chegar. Na sexta, depois de pousar a mochila fui até ao centro, sentir o ambiente. A árvore de natal já está no mesmo sítio, mas este ano parece mais franzina. No sábado já acenderam as luzes da árvore. Meninas, abriu a H&M ao pé do Pam. Tem três pisos e é grande! No nosso tempo não havia nada disso. (acabei de passar pelo Le Queen) na sexta à noite fomos a uma festa numa residência, mas é tão estranho, porque todas as caras me são desconhecidas. e o meu italiano está muito enferrujado.
Na segurança social... No sábado fiquei com o Bruno por Padova. Almoçamos no Brek e passeamos. À noite fomos ver um filme a casa do Federico e jantamos por lá. Uma delícia, devo acrescentar. Depois disso, sfizio! No domingo acordei cedo, para ir até ao Pratto e passear mais um bocado antes de ir para Bassano. Adorei Bassano. É muito bonito e tem aquele ambiente de aldeia de montanha, com o vento gelado a soprar. Quando cheguei a casa, adormeci no sofá a ler amor em tempos de cólera, à espera do bruno. Na segunda-feira, fui a Veneza. Oh, que cidade mais linda. Aquelas cores, aquelas ruas, os canais, o ambiente...que falta me faz Veneza. Comprei umas prendas, sentei-me na Piazza de San Marco a ver as gondolas. Mas fui a correr para padova,para ir ter com o Luca.”
E depois é tudo uma memória meia enevoada… Estou a brincar. Passeia terça-feira com a Francisca e a Joana, andamos a passear e eu fiz umas compras de Natal. Como eu adoro o Natal. É a minha festividade preferida. E foi esse o meu último dia em Padova.
Em Janeiro fui a Lisboa a uma entrevista na EDP. Não me interessa se fiquei ou não, porque naquele dia ganhei algo que nunca ninguém me pode tirar. Para além de ter ido com o meu primo, que me fez companhia (obrigada, David), estive com o Tiago, a Marta e a Joana e valeu por muito. Pena é que a Maria e a Gi não estivessem lá. Nem a luz do meu Erasmus. Zi, no outro dia encontrei o teu comentário ao blog.
Sei perfeitamente que, se não fosses tu, naqueles dois últimos dois meses, eu tinha perdido completamente o juízo. Sem ti, não tinha sobrevivido sã nesse período. Tenho imensas saudades tuas, agora com este oceano gigante no meio. Volta rápido.
Este mês vou começar a “trabalhar” como recenseadora dos Censos. Já tive uma pequena formação, onde nos ensinaram tudo o que há para saber. Gostaria de dizer que agora tenho muito mais respeito pelos recenseadores. Não é um trabalho simples e basta uma pequena distração para tudo correr mal. Por isso, peço-vos para ajudarem os recenseadores e quem tiver acesso à net, pode responder on-line, o que simplifica muito a vida a quem está a fazer este trabalho. Vamos ver como corre este pequeno desafio.
Entretanto, em Janeiro comecei a frequentar a pós-graduação em Turismo e Gestão Hoteleira. Mas porquê, perguntam vocês? Quando acabei o 12º ano, o meu sonho era Oceanografia, mas fui bem aconselhada, já que este curso é muito específico e a probabilidade de arranjar emprego depois era baixa. Por isso, escolhi Engenharia do Ambiente, para depois me especializar. Mas como todos vocês sabem, a vida dá imensas voltas, e dei por mim a interessar-me e gostar de ler aqueles guias de viagem, super grossos, cheios de informações sobre museus, quadros, pontes, monumentos, e comecei a reparar em pequenos detalhes que antes não reparava. Por isso, andei a ver licenciaturas em Turismo, mas surgiu esta oportunidade, por isso agarrei-a. E não estou nada arrependida. Estou a adorar o curso, acho bastante interessante e, lá está, conheci pessoas novas. No fundo, tudo se resume às pessoas. O resto há-de vir. E se não vier, as pessoas, aquelas que amamos e nos amam, estão lá para amortecer a queda.
Acho que por agora é tudo. Até porque tenho para onde ir.
Love you all. Miss you all.
Rita*
Pois bem, vou vos contar os desenvolvimentos mais recentes. O FCPorto ganhou 5-0 ao Benfica no Dragão, mas isso toda a gente sabe, viu e reviu. Entretanto também perdeu 0-2 com a mesma equipa, mas já sabia que o FCPorto não ia ganhar. Chama-se sexto sentido. Mas para que ninguém se esqueça: Oh lampião, levaste cinco no Dragão….
Parabéns ao Belluschi pela pequena Francesca.
Ainda há bem pouco tempo os jogadores de futebol eram todos mais velhos. Agora são todos mais novos. Mas o que é que se passa, que eu não percebo?? :P
Falando de coisas sérias, depois da Segurança Social e dos embrulhos de Natal, voltei à fase de não fazer nada. O que eu agradeci por uns dias, porque, convenhamos, Dezembro não foi nada fácil. Estava estourada, ao ponto de adormecer no sofá a ver filmes. O que não faço em circunstâncias normais. Mas gostei imenso desses dias, conheci pessoas muito simpáticas que ajudaram a passar as horas intermináveis e os clientes impacientes, sempre com um sorriso na cara. A eles, o meu obrigado mais sincero. Foi um prazer conhecê-los a todos.
Em Novembro fui a Itália, fiquei em casa do Bruno. Escrevi um texto no telemóvel que não acabei nem publiquei, por isso aqui vai esse esboço:
“A caminho de Bassano del Grappa... Já tanta coisa aconteceu na minha vida desde que escrevi a minha carta ao pai natal.carta,a qual a sua excelência ainda não se dignou a responder. Que falta de consideração. Desde o dia 8 de novembro que estou a fazer voluntariado na segurança social. O meu trabalho consiste em ajudar os beneficiários de abono de família e subsídio social de rendimento a preencher a prova de condição de recursos. É onde eles têm que dizer que outros rendimentos receberam para além da segurança social, como bolsas de estudo ou pensões. Há alturas em que o trabalho é gratificante. Outras alturas as pessoas conseguem ser mesmo rudes e até mesmo cruéis. Pelo menos tenho alguma coisa que me ocupa o tempo e me permite conhecer outras realidades. Entretanto ligaram-me para ir trabalhar na altura do natal, como operadora de embrulhos num hipermercado. E é perfeito, já que o horário é complementar com o da segurança social, logo não tenho que abdicar de nada. À noite vou fazer biscoitos de natal para oferecer e até, quem sabe, vender...
A caminho de Veneza! Sexta-feira de manhã apanhei o avião para Bolonha. E agora estou em Itália, mais uma vez. O problema é que cheguei à conclusão que Padova sem as pessoas, não é Padova que eu amo, mas isso não quer dizer que não gosto de voltar.quer dizer que a "minha" Padova é aquela que tinha a Luísa, a Marta, a Maria, o Tiago, o bruno, todos. E é dessa Padova que continuo a sentir falta.
Na sexta cheguei a Padova e estava a chover e eu esqueci-me do guarda-chuva em casa. Trenga. Fui a pé até à universidade buscar a chave de casa do bruno, também conhecida como casa do Tiago, e fui lá pousar a mochila. O voo correu sem problemas e até chegou 10 minutos mais cedo. O único problema, por assim dizer, foi que toda a gente levou malas de cabine e para o fim já não havia espaço para todas. O que vale é que eu fui das primeiras a chegar. Na sexta, depois de pousar a mochila fui até ao centro, sentir o ambiente. A árvore de natal já está no mesmo sítio, mas este ano parece mais franzina. No sábado já acenderam as luzes da árvore. Meninas, abriu a H&M ao pé do Pam. Tem três pisos e é grande! No nosso tempo não havia nada disso. (acabei de passar pelo Le Queen) na sexta à noite fomos a uma festa numa residência, mas é tão estranho, porque todas as caras me são desconhecidas. e o meu italiano está muito enferrujado.
Na segurança social... No sábado fiquei com o Bruno por Padova. Almoçamos no Brek e passeamos. À noite fomos ver um filme a casa do Federico e jantamos por lá. Uma delícia, devo acrescentar. Depois disso, sfizio! No domingo acordei cedo, para ir até ao Pratto e passear mais um bocado antes de ir para Bassano. Adorei Bassano. É muito bonito e tem aquele ambiente de aldeia de montanha, com o vento gelado a soprar. Quando cheguei a casa, adormeci no sofá a ler amor em tempos de cólera, à espera do bruno. Na segunda-feira, fui a Veneza. Oh, que cidade mais linda. Aquelas cores, aquelas ruas, os canais, o ambiente...que falta me faz Veneza. Comprei umas prendas, sentei-me na Piazza de San Marco a ver as gondolas. Mas fui a correr para padova,para ir ter com o Luca.”
E depois é tudo uma memória meia enevoada… Estou a brincar. Passeia terça-feira com a Francisca e a Joana, andamos a passear e eu fiz umas compras de Natal. Como eu adoro o Natal. É a minha festividade preferida. E foi esse o meu último dia em Padova.
Em Janeiro fui a Lisboa a uma entrevista na EDP. Não me interessa se fiquei ou não, porque naquele dia ganhei algo que nunca ninguém me pode tirar. Para além de ter ido com o meu primo, que me fez companhia (obrigada, David), estive com o Tiago, a Marta e a Joana e valeu por muito. Pena é que a Maria e a Gi não estivessem lá. Nem a luz do meu Erasmus. Zi, no outro dia encontrei o teu comentário ao blog.
Sei perfeitamente que, se não fosses tu, naqueles dois últimos dois meses, eu tinha perdido completamente o juízo. Sem ti, não tinha sobrevivido sã nesse período. Tenho imensas saudades tuas, agora com este oceano gigante no meio. Volta rápido.
Este mês vou começar a “trabalhar” como recenseadora dos Censos. Já tive uma pequena formação, onde nos ensinaram tudo o que há para saber. Gostaria de dizer que agora tenho muito mais respeito pelos recenseadores. Não é um trabalho simples e basta uma pequena distração para tudo correr mal. Por isso, peço-vos para ajudarem os recenseadores e quem tiver acesso à net, pode responder on-line, o que simplifica muito a vida a quem está a fazer este trabalho. Vamos ver como corre este pequeno desafio.
Entretanto, em Janeiro comecei a frequentar a pós-graduação em Turismo e Gestão Hoteleira. Mas porquê, perguntam vocês? Quando acabei o 12º ano, o meu sonho era Oceanografia, mas fui bem aconselhada, já que este curso é muito específico e a probabilidade de arranjar emprego depois era baixa. Por isso, escolhi Engenharia do Ambiente, para depois me especializar. Mas como todos vocês sabem, a vida dá imensas voltas, e dei por mim a interessar-me e gostar de ler aqueles guias de viagem, super grossos, cheios de informações sobre museus, quadros, pontes, monumentos, e comecei a reparar em pequenos detalhes que antes não reparava. Por isso, andei a ver licenciaturas em Turismo, mas surgiu esta oportunidade, por isso agarrei-a. E não estou nada arrependida. Estou a adorar o curso, acho bastante interessante e, lá está, conheci pessoas novas. No fundo, tudo se resume às pessoas. O resto há-de vir. E se não vier, as pessoas, aquelas que amamos e nos amam, estão lá para amortecer a queda.
Acho que por agora é tudo. Até porque tenho para onde ir.
Love you all. Miss you all.
Rita*
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Carta ao Pai Natal
Querido Pai Natal,
Como já deves ter visto na tua bola de cristal, este ano portei-me muito bem e comi a sopa toda. Por isso quero pedir-te a minha prenda de Natal. Eu quero um bilhete para ir o concerto dos Bon Jovi em Lisboa, para o ano. Pode ser? Prometo que te deixo um copinho de leite (com mel, deves vir rouco) e bolachinhas integrais, para manteres a linha.
Feliz Natal!!
Rita
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Baú de Textos 2
“Gosto de ti”. Porque é tão simples escrever estas três palavras numa folha de papel, mas tão difícil dizê-las a ti. A ti, que és aquele a quem eu quero dizer. Não me sinto melhor, só porque as escrevi. Sinto-me melhor, porque nesta folha, consigo exteriorizar tudo aquilo que penso. E apenas penso em ti. Com todas as minhas forças. Sei que toda a minha energia útil está a ser mal empregue, porque não me vês mais do que uma simples amiga. Ou então, nem tanto. Não sei… Quero deixar de pensar tanto em ti. Quero deixar de pensar em ti. Consomes-me. Quero esquecer o teu sorriso. Deixa-me louca. Quero, quero, quero… Tanto te quero fora da minha vida, como te quero que estejas aqui. Quero deixar de me questionar onde estarás. Quero deixar de ficar com medo que estejas com alguém. Quero deixar-te para trás, para seguir em frente com a minha vida.
Juro que não percebo. Enquanto que há dias em que acho que talvez tenha uma hipótese, há dias em que tenho a certeza absoluta que não. Mulheres apaixonadas vêm sempre as coisas como elas querem ver e não como elas são realmente. És só um bom amigo, uma boa pessoa. És apenas um colega de curso. Com que me dou bem. Incrivelmente bem. Demasiadamente bem. Adoro estudar contigo. Trocar bocas, que não têm nada a ver. Adoro quando amuas. Adoro quando amuo e tu vens atrás de mim, sempre sem dar o braço a torcer. Gosto que não sejas cavalheiro, por que isso, em ti, tem charme. Adoro a maneira como sorris para mim ou me passas a mão pelo cabelo. Detesto o facto de as nossas conversas quase nunca serem sérias. Detesto-te tanto quanto gosto e preciso de ti. Mas não tenho coragem para o dizer alto.
Será que é mesmo tudo fruto da minha imaginação? Quando viemos juntos da Queima, até houve um momento em que viemos de mãos dadas. Ou quando lá chegaste e convidaste-me para dançar. Esta sexta-feira, foi tão perfeita! Nós os dois, só nós os dois. Foi tão bom. Mas depois, encontramos pessoal do curso e parece que deixei de existir para ti, até ficarmos novamente sozinhos. E na quinta-feira, no teste de Física? Ali os dois, a fazer o teste, a trocar ideias e conceitos que não tinham nada a ver. E tu tocaste-me. É uma coisa que me faz alguma confusão, passámos a vida a tocar um no outro. Seja por que razão for. Mas só quando mais ninguém está por perto. Se não, é como não existisse. Quem me dera existir para ti, da mesma forma que tu existes para mim. Ai, o que é que eu estou para aqui a dizer? É mesmo tudo da minha imaginação. Nós os dois! Como eu fico chateada comigo mesma! E irritada. Por andar sempre a ver coisas onde elas não existem. Gostava de saber porque não consigo… Se fico em casa, as oportunidades não aparecem. Se saio com os amigos, elas também continuam a não aparecer. Que faço? Só trabalhos, mais trabalhos. Só testes e mais testes. Vêm aí os exames e não vejo como as coisas possam melhorar. Estou sem tempo. O tempo está a esgotar-se. Como ele voa. Nunca pára.
Deve ser karma. Só pode ser karma. Signifique isso o que significar. Só posso ter sido uma má pessoa noutra vida. Mesmo má… Ou então, nesta vida, é que sou má. E os meus padrões estão completamente descontextualizados. Ou então, não sei. Esgotaram-se as minhas hipóteses, as minhas ideias. Não sou inteligente, nem esperta, nem gira, nem magra. Se não como se pode explicar a minha vida, cheia de fracassos? Como? Eu não consigo. Tento ser feliz, mas está cada dia mais complicado. Para além de os dias de sol estarem completamente reduzidos, o que me tira alguma energia, não vejo qualquer mudança positiva na minha vida. Não tenho tempo para fazer aquilo que gosto. Não tenho paciência para ir às aulas. Tenho os exames todos sobrepostos e com tantos trabalhos, não sei quando é que vou estudar. Ainda por cima, quando tento estudar alguma coisa, percebo ainda menos da matéria. Se é que isso é possível. Ainda não referi os ensaios. São uma coisa boa, mas também ocupam algum tempo. O mês de Junho vai ser de loucos. Exames todos seguidos ou sobrepostos. Ensaios e espectáculo. Il Divo. Trabalhos para entregar até ao final da semana. Onde está o descanso? Os tempos-livres? O estar com as pessoas? Só queria um bocado de sossego. Paz. Sei que daqui a pouco vou deixar de te ver todos os dias. Mas não faz mal. Quem é que eu quero enganar? Claro que faz! E não vou ter nenhuma desculpa para estar contigo. Tu vais para fora com os teus amigos, eu vou para fora com os meus pais. Não é que a gente tenha alguma coisa, mas não faz mal sonhar. Desde que não me magoe. Quem é que eu quero enganar? Faça o que fizer, magoo-me sempre. E ainda por cima, a mim própria, o que é um bocado masoquista. Detesto-me por ser assim. Penso demais nas coisas. O que não deveria ser uma coisa má, mas que me torna menos boa para comigo mesma.
Voltei a alguma estaca. Não foi à estaca zero. Disso tenho a certeza. São mais os dias bons que os dias maus. Supero muito melhor os dias maus. Se bem que ultimamente isso tem sido difícil, visto estar a aperceber-me da minha mísera existência. Não avanço na faculdade, antes pelo contrário. Cada vez me questiono mais o que estou lá a fazer. Quando sair de lá o que vou fazer? Para onde vou? Sozinha? Tenho medo. Estou assustada. Estou a entrar novamente em paranóia. Tudo isto porque descobri os meus sentimentos por ti e fizeste-me questionar novamente a vida, quando eu já estava conformada com o meu destino. Não posso continuar a viver assim. Quero voltar para trás. Até aos maravilhosos dias em Monastir. Aí, sim. Tudo corria naturalmente. Sem pressas. Fui feliz lá. Mesmo feliz. Talvez não fosse por causa dos animadores e a liberdade associada ao facto de não ter que dormir com o meu irmão. Mas sim porque te tinha a ti, Mi. E tu estavas lá, comigo. Para me ajudar a pensar. Para me ajudar a ser eu. Tu eras o meu porto de abrigo. E ontem não estavas em casa. Eu liguei. O teu pai atendeu. Disse que foste para os Açores ter com o teu irmão. Quero tanto estar contigo. Preciso tanto de estar contigo. Preciso tanto das minhas borboletas. Preciso tanto de me encontrar. Preciso de mim, novamente. E não vou voltar a ser eu, enquanto pensar e gostar de ti. É contra a minha natureza. É contra a minha liberdade. Somo diferentes. Somos opostos. A culpa é toda tua. Tu é que me seduziste e me trouxeste para este enigma. Preciso de respirar. Quero voltar a voar com as minhas borboletas. Falta tempo. Falta o sol. Faltam as flores.
sábado, 25 de setembro de 2010
Gilmore Girls
como a maior parte já deve saber, sou uma grande fã da série Gilmore Girls. hoje resolvi ver alguns episódios da sétima temporada, seis, para ser mais precisa. num deles, a personagem interpretada pela Alexis Bledel disse umas palavras sábias:
"... everything is just ending. i just feel like everything is gonna be over... it's like i'm standing on this cliff and looking down at this huge foggy abyss. and my hole life, there's never been an abyss. has been abyssless. i've always known exactly what is in front of me and i've always known exactly where i'm going. and now i don't know what is out there... a tonne of fog. i'm hating not knowing what is out there. i hate not knowing what is gonna happen with the rest of my life..."
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Voluntariado - 2ª parte
Boa tarde,
Entreguei agora mesmo as teses definitivas. Estou oficialmente desempregada. Para a semana aventuro-me para a fila do Centro de Emprego. Eh eh!!!
Bem, este texto tem a finalidade de acrescentar mais um relato interessante sobre a nossa jornada em Paredes de Coura. Como todos já sabem, eu sou um doce ;) Portanto, qualquer insecto que passou por mim deixava as suas marcas. Mas não estou a falar de picadas normais. Estou a falar de ficar com comichão até não aguentar mais e inchada. O que não é nada normal em mim. Mas que posso fazer? É como já disse. Sou um docinho...
Beijos, Rita*
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Voluntariado!!!!
Voluntariado!
Tanto para contar, tendo em conta que tudo se passou em tão pouco tempo. Já todos sabem que gosto de me gabar do orgulho que tenho em Paredes de Coura. Pois bem, desde o dia 16 de Agosto que cá estou, a tomar conta do que é “meu”, por assim dizer. Como sabem (ou não), inscrevi-me no Voluntariado para as Florestas. Estou cá com a Daniela, a Mariana e o Nuno. O trabalho consiste na sensibilização da população em relação aos cuidados a ter e as medidas a adoptar, através da distribuição de panfletos e ainda ligar para o 117 sempre que vemos fumo. Dividiram-nos em dois grupos e mandaram-nos para duas freguesias. Mas nós estamos sempre um passo à frente. Decidimos ir todos juntos, até porque as freguesias atribuídas eram próximas. Mas cansa, ter que andar a carregar a bicicleta montanha acima. Sim, porque as subidas aqui não são pêra doce. São agrestes.
No dia seguinte decidimos por unanimidade acampar num morro a fazer a vigia a partir desse ponto. Não é preciso mais nada, desde que tenha uma sombrinha. Conversamos, jogamos cartas e lanchamos sempre no mesmo posto. No caminho de regresso, fizemos a parte da sensibilização, entregando panfletos a quem nos aparecia na rua. A partir daí, desistimos das bicicletas e passamos aos trilhos. Paredes de Coura tem isso de bom. Existem uma série de trilhos definidos, passando por locais importantes. Por isso, sabendo a freguesia atribuída, escolhemos um trilho que abrangesse essas freguesias. São trilhos que nos levam para os pontos mais altos de Coura e por isso nos dão uma vista fenomenal sobre este concelho. Assim, fizemos a vigia, percorremos o melhor de Coura, as pessoas oferecem-nos lanche e água. Estes passeios são revigorantes. Vimos uma aranha amarela enorme, mesmo linda. Apanhamos imensas amoras. Comemos framboesas. Bebemos água de qualquer nascente. Desbravamos caminhos com cajados.
O mais giro destes trilhos é a simbologia que nos guia. Temos que seguir dois traços, um vermelho e um amarelo. Se tiverem em cruz, é porque estamos no caminho errada. O primeiro trilho não correu lá muito bem, pois desviamo-nos da nossa rota. Acabamos por ter que voltar para trás e não vimos o resto do caminho. Nos dias seguintes, os trilhos já nos correram melhor. Já estávamos mais familiarizados com a simbologia.
Devo dizer que existe um trilho sem saída. Já não deve ser percorrido há muito tempo e a vegetação apoderou-se do caminho, obrigando-nos a percorrer o caminho de volta, mesmo depois de já estarmos todos arranhados.
Eu não sou pêra-doce. Eu sei disso. E sei também que as minhas acções têm consequências. Até porque acho que a minha consciência está bem direccionada. Lamento muito a minha precipitação e as minhas acções. Quem estava lá sabe do que estou a falar. Por isso quero aproveitar este meu espaço para pedir as mais sinceras desculpas pelo sucedido. Gostava de ter a oportunidade para emendar a imagem deixada. Mas por agora ainda tenho alguma vergonha na cara. Deixemos o tempo passar.
Numa semana choveu, por isso não houve fogo. Eu e a Daniela fomos à piscina com este tempo. Até estava bastante agradável. Bem mais quentinho lá dentro, do que cá fora. Sempre que saímos, voltávamos a saltar lá para dentro, por causa do frio. O Sr. Ângelo viu-nos e deve ter achado que éramos tolinhas.
Em Setembro, começa uma nova vida. Quer dizer, não é bem no inicio de Setembro. Tenho planos para o fim-de-semana. Lisboa, aqui vou eu. Preciso de ver caras amigáveis e tenho saudades delas. O fim-de-semana seguinte são as Feiras Novas em Ponte de Lima. Vai ser muito bom também.
De há uns dias para cá, ando com a nostalgia italiana. De toda a gente, dos gelados da Grom, do mercado na Piazza delle Erbe, da Meneghetti, da Lucky, do Le Queen (e até do DJ Thang). Ai, nostalgia maldita. Leva-me de volta para lá e não me tragas tão cedo. Quero continuar a conhecer. Quero ir a Bassano. Quero ir a Nápoles. Quero rever tudo o que já vi. Ferrara, Lago do Como, San Gimignano, Lucca.
Para matar algumas dessas saudades, já combinei ir a Lisboa no primeiro fim-de-semana de Setembro com a Maria. Vamos ficar em casa de Luísa. Vai ser tão bom. Já estou cheia de saudades das minhas meninas.
Tenho andado para escrever sobre o dia 16 de Dezembro. O melhor dia do ano. É o dia em que nasceu uma grande mulher. Uma grande escritora. Jane Austen. Até à data ainda não li nenhum dos livros dela, só vi filmes. Ando sempre a ver quando começo a ler. Vou começar por Orgulho e Preconceito e seguir caminho. Mas não há vontade. Tenho receio de não conseguir perceber o inglês arcaico de Jane. O inglês com palavras rebuscadas e pomposas.
Devia de ler livros com mais interesse intelectual e não só apenas romances. Mas que se pode fazer? Já posso dizer que Hemingway, mas o senhor é um tanto pessimista. Fiquei triste com o final de “O Velho e o Mar”. E desiludida, também. Li também “Patagónia Express” do Luís Sepúlveda. Já todos sabem do meu fascínio por este senhor. Desde o tempo “O Mundo do Fim do Mundo”. Adoro cada livro dele. É como se estivéssemos mesmo lá, no Chile. A viver o que ele viveu. A sentir o que ele sentiu. Amava puder lá ir.
Querem saber de uma história intrigante? Ontem o Lucho estava com o pneu em baixo. Hoje levei-o à oficina e não tinha nada. Não tem furo nem nenhuma fuga. Não souberam explicar o que se passou. Fui ver à net e o Lucho está meio lesionado, com uma entorse no tornozelo. Oh God. Este carro é surreal. Já é a segunda vez que me faz esta brincadeira.
Lembram-se daquele primeiro texto com a metáfora das estradas? Neste momento, estou numa encruzilhada, com bastantes escolhas. E não faço ideia qual delas seguir. Este é um dos momentos mais confusos de sempre. Ora bem, até aqui, depois de cada período de férias vinha sempre a escola (infantário, depois escola primária, eb 2,3, secundário, universidade). Houve sempre uma hierarquia a seguir. E agora? Que faço? Para que lado me viro? O que eu quero ser e fazer? O que sou capaz de fazer? O que eu quero fazer no resto da minha vida? São muitas questões que coloco todos os dias. E até agora não encontrei nenhuma resposta. Tenho que escolher, já que não posso ficar eternamente parada nesta encruzilhada. A gasolina acaba. Pelo menos agora não estou numa rua de sentido único, com um carro em contra-mão a abalroar-me. Sou só eu e a estrada. Eu é que decido o que fazer. O problema é que eu não sei o que quero fazer.
Li uma versão melhorada da fábula “A Formiga e a Cigarra” de La Fontaine. Diz para sermos metade cigarra metade formiga. Se não encontrar a metade da laranja, devemos procurar a metade do limão, juntar açúcar e aguardente e ser feliz. Só me falta o limão. Eh eh. Brincando!! Devemos de aproveitar a vida. Devemos trabalhar, mas também divertimo-nos.
Esta semana tenho que entregar a versão definitiva e vai quebrar-se o último elo que liga à faculdade. A partir de agora é sempre a abrir. Sempre a andar. Não sei bem para onde, mas logo se vê. Um dia de cada vez.
Hoje regressei ao Porto. Cheguei mesmo agorinha. Por isso, antes de publicar este texto, decidi acrescentar mais algumas palavras. Antes de voltar fiquei em casa sozinha alguns minutos, já que o Nuno, a Daniela e a Mariana vieram antes. Quando a porta fechou e eles saíram, senti-me triste. Não por eles terem ido embora e por ter ficado sozinha. Mas aquele fechar de porta significou o início de uma nova etapa da minha vida. Nesse momento, as lágrimas fundiram-se com a água do chuveiro. Foi um misto de sentimentos. Felicidade por todos os momentos vividos e laços criados, triste por vê-los partir, ansiosa em relação ao futuro e arrependida de algumas acções.
Espero ter mais novidades da próxima vez que escrever. Despeço com um obrigado à Daniela, à Mariana e ao Nuno.
Beijos, Rita*
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